Suiça – 1954
O ano de 1954 é marcado por uma caça às bruxas mundial, fruto do clima da Guerra Fria. Enquanto os comunistas tentam expandir sua área de atuação, o senador norte-americano Joseph McCarthy lidera uma caça aos esquerdistas nos EUA e é punido pelo Senado por conduta imprópria.
No Brasil, em maio de 54, Getúlio Vargas dobra o valor do salário mínimo. Mas uma crise é deflagrada com a morte do major Rubem Vaz, em um atentado contra o jornalista e deputado Carlos Lacerda, um dos mais enérgicos opositores do governo. Gregório Fortunato, chefe da segurança de Vargas, é preso sob acusação de ter tramado o atentado e é assassinado na prisão. Sofrendo pressões de aliados, inimigos e especialmente dos militares, o presidente Getúlio Vargas comete suicídio, em 24 de agosto.
Parece que a situação conturbada na política brasileira refletiu em campo, na Copa do Mundo realizada na Suíça. Mas o Brasil teve forças mesmo assim, chegando até as quartas-de-final, quando perdeu para a Hungria por 4 a 2. A Alemanha acabou sagrando-se campeã. Na final, os alemães derrotaram os húngaros por 3 a 2.
No Brasil, em maio de 54, Getúlio Vargas dobra o valor do salário mínimo. Mas uma crise é deflagrada com a morte do major Rubem Vaz, em um atentado contra o jornalista e deputado Carlos Lacerda, um dos mais enérgicos opositores do governo. Gregório Fortunato, chefe da segurança de Vargas, é preso sob acusação de ter tramado o atentado e é assassinado na prisão. Sofrendo pressões de aliados, inimigos e especialmente dos militares, o presidente Getúlio Vargas comete suicídio, em 24 de agosto.
Parece que a situação conturbada na política brasileira refletiu em campo, na Copa do Mundo realizada na Suíça. Mas o Brasil teve forças mesmo assim, chegando até as quartas-de-final, quando perdeu para a Hungria por 4 a 2. A Alemanha acabou sagrando-se campeã. Na final, os alemães derrotaram os húngaros por 3 a 2.
HISTÓRIA
O mundo conhece a máquina húngara
Acervo/Gazeta Press
Hungria e Uruguai, nas semifinais
Com uma situação estável em meio ao caos que tomou conta da Europa após a 2ª Guerra Mundial, a Suíça não teve dificuldade para levar o direito de organizar e receber a 5ª Copa do Mundo, que aconteceria em 54. A neutralidade do país na Guerra e os bons resultados nos últimos Mundiais, em 38 e 50, fizeram com que a Copa voltasse à Europa pela terceira vez.
Ao total, 39 países se inscreveram para participar das eliminatórias, com destaque para Japão, China, Egito e Coréia do Sul, que estreavam. Eles foram divididos em 13 chaves e apenas 12 times classificaram-se. O grande destaque para o Mundial era a máquina húngara comandada pelo vice-presidente do Comitê de Esportes, Gusztav Sebes, que chegara à Copa credenciada pelo título olímpico em Helsinque (52), além de uma invencibilidade que já se prolongava por quatro anos. Já o Brasil amargava ainda a perda da Copa de 50, quando Ghiggia calou 200 mil pessoas no Maracanã. Levando um time reformulado, a seleção mudou a cor da camisa, mas o lado psicológico, ainda afetado pelo luto no estádio carioca, fez com que o time não fosse bem no torneio.
Com goleadas incríveis, a Hungria foi confirmando seu favoritismo e impondo massacres em todos os seus adversários. Em todos os jogos, o time conseguiu a incrível marca de dois gols nos primeiros dez minutos. Mas na final, a Hungria caiu diante da Alemanha por 3 a 2, mesma equipe que havia sido batida por 8 a 3 na fase classificatória.
O Estádio de Berna assistiu à segunda injustiça da história das Copas, quando o ponta Rahn anotou o gol decisivo a seis minutos do final. Foi a única derrota dos húngaros, que ainda ficaram mais dois anos sem conhecer a derrota. Justamente na maior decisão da sua história futebolística.
Forma de disputa
Não sobraram críticas para o regulamento organizado pelos suíços. Nas eliminatórias, os 39 times foram divididos em 13 chaves. As equipes foram dividas conforme sua posição geográfica. Dos dez grupos formados por europeus, quatro tinham apenas dois representantes. Já outras cinco eram compostas por três times, enquanto a outra tinha quatro seleções. Apenas nesta última chave, dois times se asseguravam para a Copa.
Por fim, uma chave com sul-americanos, outra com membros da América Central e do Norte, além de um grupo asiático. Definidos os 14 classificados, as equipes se somaram à Suíça, país-sede, e Uruguai, atual campeão.
Na Copa do Mundo, mais críticas aos organizadores. Os 16 times foram divididos em quatro chaves de quatro times cada. Mas desta vez, foi inventado um sistema maluco, na qual eram escolhidos dois cabeças-de-chave do grupo, que não se enfrentariam na primeira fase. Ao final dos quatro jogos, os dois melhores se classificariam para as quartas-de-final. A partir daí, o mata-mata tomava conta e apenas os vencedores passavam.
Grupo 1: Iugoslávia, França, Brasil e México
Grupo 2: Hungria, Alemanha Ocidental, Coréia do Sul e Turquia
Grupo 3: Áustria, Escócia, Uruguai e Tchecoslováquia
Grupo 4: Inglaterra, Bélgica, Suíça e Itália
Suiça - 1954
BRASILO Brasil detona nas eliminatórias
Por causa da maldita derrota diante dos uruguaios na final da Copa de 50, o Brasil viu-se obrigado a disputar pela primeira vez as eliminatórias. O time pegou Paraguai e Chile, passando como um rolo compressor pelos adversários. Em Santiago, o Brasil enfiou 2 a 0 no Chile, e diante do Paraguai teve uma vitória magra por apenas 1 a 0, em Assunção.Nas partidas realizadas no Brasil, a seleção atuou no Maracanã, vencendo o Chile por 1 a 0 e o Paraguai por 4 a 1. Com isso, o país assegurou sua participação na Suíça, onde tentaria superar o trauma do Maracanã e conquistar sua primeira taça. Confira os jogos das eliminatórias da América do Sul:Paraguai 4 x 0 ChileChile 1 x 3 ParaguaiChile 0 x 2 BrasilParaguai 0 x 1 BrasilBrasil 1 x 0 ChileBrasil 4 x 1 ParaguaiTrapalhadas marcam a passagem brasileira
Acervo/Gazeta Press
A Hungria não toma conhecimento da seleção brasileira: 4 a 2
A superstição marcou a expedição brasileira rumo à Suíça. Acreditando que a Copa de 50 foi perdida por outros fatores, a Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF) resolveu exorcizar a camisa branca usada na final contra o Uruguai. Foi escolhido um novo uniforme em um concurso promovido pela entidade, que acabou coroando o gaúcho Aldir Schlee. O modelito é o que utilizamos até hoje: camisa amarela e calção azul.Com uma nova mística, mas ainda com a cena do gol de Ghiggia na cabeça, o Brasil reformou sua equipe e chegou até às quartas-de-final, quando caiu diante da Hungria por 4 a 2. Na estréia, o time passou pelo México por 5 a 0, com dois gols do atacante Pinga. Didi exibiu sua "folha seca" e Julinho e Baltazar selaram a vitória brasileira.
No segundo compromisso, uma cena patética promovida pelos jogadores. Um empate contra a Iugoslávia classificava os dois países para a próxima fase, mas ninguém da delegação brasileira sabia disso. O resultado foi uma correria desesperada promovida pelos jogadores dos dois times. O Brasil lutando para marcar, enquanto os iugoslavos estavam desesperados com a insanidade adversária.
Acervo/Gazeta Press
O jogo terminou empatado e os brasileiros saíram arrasados do gramado. Muitos choraram no ônibus e sentiram a perda. Tudo em vão, a queda brasileira viria nas quartas-de-final, quando tivemos a Hungria pela frente. O Brasil não teve a menor chance e ainda proporcionou uma briga antológica com os húngaros, que ficou conhecido como a "Batalha de Berna". Nela sobrou para todo mundo. Dirigentes, jogadores, jornalistas e torcedores quebraram o pau no vestiário e os brasileiros desembarcaram no Rio de Janeiro com a pinta de vencedor. Teve taça de campeão e festa para os "heróis brasileiros".O destaque brasileiro: JulinhoJúlio Botelho foi um ponta-direita infernal. Talvez, o melhor ponta , depois de Mané Garrincha. Nascido em 1929, Julinho começou sua carreira na Portuguesa, onde foi um dos maiores destaques da equipe lusa. O time baseava todo seu jogo naquele jogador, que driblava e entortava zagueiros com muita facilidade.Foi o atleta mais batalhador de toda delegação brasileira na Copa, quando infernizou a vida dos grandalhões húngaros, que não conseguiam pará-lo facilmente. Julinho foi o artilheiro brasileiro, ao lado de Pinga e Didi, com dois gols. O ponta nunca foi um artilheiro nato, mas se destacou em todos os clubes que passou.Antes da Copa, foi um dos feitores da Academia montada pelo técnico Osvaldo Brandão no Palmeiras. Seu sucesso na Copa levou o jogador para a Itália, onde defendeu a Fiorentina, clube em que é ídolo até hoje. Mas, sem sombra de dúvida, a camisa que mais o destacou foi o alviverde do Parque Antártica.Jogos do BrasilBrasil 5 x 0 MéxicoData: 16 de junho de 1954Local: F.C. Servette (Genebra)Público: 17.500 Brasil: Castilho; Djalma Santos, Pinheiro, Nilton Santos, Brandãozinho, Bauer, Julinho, Didi, Baltazar, Pinga e Rodrigues. Téc: Zezé Moreira México: Motta; López, Gómez, Cárdenas, Romo, Ávalos, Torres, Naranjo, Lamadrid, Balcazar e Arellano. Téc: Vial.Gols: Baltazar, aos 23, Didi, aos 30, Pinga, aos 34, e Julinho, aos 43 minutos, do primeiro tempo; Pinga, aos 24 minutos, do segundo tempo.Árbitro: Paul Wyssling (Suíça)Brasil 1 x 1 IugosláviaData: 20 de julho de 1930Local: Público: 1.200 espectadoresBrasil: Castilho; Djalma Santos, Pinheiro, Nilton Santos, Brandãozinho, Bauer, Julinho, Didi, Baltazar, Pinga e Rodrigues. Téc: Zezé MoreiraBolívia: Beara; Stankovic, Crnkovic, .Gols: Moderato, aos 37 minutos do primeiro tempo; Preguinho, aos 12, Moderato, aos 28 e Preguinho, aos 38 minutos do segundo tempo. Árbitro: Thomas Balway (França).
Hungria 4 x 2 BrasilData: 27/06/1954 Local: Estádio Wankdorff (Berna)Público: 63.200 pessoas Árbitro: Arthus Ellis (Inglaterra) Expulsões: Nilton Santos e Humberto; Bozsik Gols: Hidegkuti, aos quatro e Kocsis, aos sete minutos do primeiro tempo; Djalma Santos, de pênalti aos 18 do primeiro tempo; Lantos, de pênalti aos 15, Julinho, aos 20 e Kocsis, aos 43 da etapa complementar. Brasil: Castilho; Pinheiro e Nilton Santos; Djalma Santos, Brandãozinho e Bauer (capitão); Julinho, Didi, Índio, Humberto e Maurinho. Técnico: Zezé Moreira. Hungria: Grosics; Buzanszky e Lantos; Bozsik (capitão), Lorant e Zakarias; M. Toth, Kocsis, Hidegkuti, Czibor e J. Toth. Técnico: Gusztav Sebes.
Jogadores do BrasilGoleiros: Joel (América), Velloso (Fluminense) Zagueiros: Brilhante (Vasco), Itália (Vasco), Zé Luiz (São Cristóvão). Meio-campo: Hermógenes (América), Fausto (Fluminense), Fernando (Fluminense), Pamplona (Botafogo), Ivan Mariz (Fluminense), Benevenuto (Flamengo), Fortes (Fluminense), Oscarino (Ypiranga). Ataque: Poli (Americano), Nilo (Botafogo), Araken (sem clube), Preguinho (Fluminense), Teófilo (São Cristóvão), Benedito (Botafogo), Doca (São Cristóvão), Manoelzinho (Goytacaz), Carvalho Leite (Botafogo), Russinho (Vasco), Moderato (São Cristóvão).Técnico: Píndaro de Carvalho
Suiça - 1954
CAMPEÃOA supresa alemã pára a Hungria
Acervo/Gazeta Press
O último gol da Alemanha na final: frieza
Nunca foram marcados tantos gols quanto na Copa do Mundo de 54. Para se ter uma idéia, a competição apresentou uma média de 5,4 gols por jogo e nenhum confronto terminou em 0 a 0. O grande show ficou por conta da máquina húngara de Puskas e Kocsis. O time aplicou goleadas memoráveis como o 9 a 0 sobre a Coréia do Sul logo na estréia. A seleção marcou 27 gols em cinco jogos, mas não levou o título.A Hungria perdeu na decisão para a frieza alemã por 3 a 2, apesar de ter ganho do mesmo adversário por 8 a 3 na fase classificatória. Naquele primeiro duelo, os alemães entraram com um time misto para estudarem o adversário e também descansar seu elenco. Mesmo sendo goleado, o técnico alemão, Sepp Herberger, saiu feliz do gramado, pois o grande astro da máquina húngara, o meia Kocsis, saiu contundido do jogo com o tornozelo direito completamente arrasado pelo resto da competição. O futebol de Puskas não foi o mesmo após isso, sendo que ele deixou de participar de duas partidas por causa dessa lesão. Jogou no sacrifício a decisão e a Alemanha acabou aproveitando para vencer e derrubar o favoritismo húngaro por 3 a 2. Depois da derrota na fase classificatório, os germânicos embalaram e destroçaram seus adversários. Com goleadas sobre a Turquia (7 a 2) e Áustria (6 a 1), o time se credenciou para decisão. Como em todos os jogos, a Hungria abriu 2 a 0 nos dez primeiros minutos de jogo com Puskas aos cinco minutos e Czibor aos oito. Quando tudo indicava para mais uma goleada, a Alemanha reagiu. Morlock anotou o primeiro aos dez minutos, com o empate sendo selado aos 18 com o ponta Rahn. A partir daí, o equilíbrio tomou conta da decisão e a frieza alemã foi mais uma vez essencial para a virada. Depois de aguentar uma pressão do ataque adversário, os comandados de Herberger roubaram uma bola de Bozsik e partiram em um desenfreado contra-ataque. Aos 39 minutos, Schäfer tocou para Rahn que desferiu um belo chute no canto direito do goleiro Grosics, decretando a virada alemã. Ainda a Hungria marcou um minuto depois, mas o gol foi anulado devido a um impedimento apontado pelo bandeirinha. Com isso, a Alemanha apenas segurou a bola para conquistar seu primeiro título mundial. Foi a primeira derrota da máquina montada pelo técnico Gyula Mandi em quatro anos. O time não perdia desde maio de 50, e ainda permaneceu sem perder depois da final de 54, até fevereiro de 56. Depois do jogo ficou a forte suspeita que o time alemão atuara sob efeito de substâncias proibidas na final, já que os jogadores ficaram duas semanas em um clínica de repouso, entretanto nada foi comprovado. Jogos do campeão• Primeira faseAlemanha 4 x 1 TurquiaData: 17/06/1954Local: Estádio Wankdorff (Berna) Público: 28.000 Árbitro: José Vieira da Costa (Portugal) Alemanha: Turek; Laband, Kohlmeyer, Eckel, Posipal, Mai, Klodt, Morlock, Fritz Walter, Ottmar Walter e Schäfer. Téc: Sepp HerbergerTurquia: Turgay; Ridvan, Basri, Mustafa, Cetin, Rober, Erol, Suat, Feridun, Burhan e Lefter. Téc: PuppoGol: Suat, aos 2' e Schäfer, aos 14' do primeiro tempo; Klodt, aos 7', Ottmar Walter, aos 15' e Morlock, aos 39'do segundo tempoHungria 8 x 3 AlemanhaData: 20/06/1954Local: Estádio Bale (Basiléia) Público: 56.000Árbitro: William Ling (Inglaterra) Hungria: Grosics; Buzansky, Lantos, Bozsik, Lorant, Zakarias, Toth, Kocsis, Hidegkuti, Puskas e Czibor. Téc: Guztav SebesAlemanha: Kwiatkowski; Bauer, Kohlmeyer, Posipal, Liebrich, Mebus, Rahn, Eckel, Fritz Walter, Hermann e Pfaff. Téc: Sepp HerbergerGols: Kocsis, aos 3' e aos 21', Puskas, aos 17' e Pfaff, aos 25' do primeiro tempo; Hidegkuti, aos 5'e 9', Kocsis, aos 22'e aos 33', Toth, aos 28', Rahn, aos 32' e Hermann, aos 36' do segundo tempoAlemanha 7 x 2 TurquiaData: 23/06/1954Local: Estádio Zurique (Zurique) Público: 27.000 Árbitro: Raymond Vicenti (França) Alemanha: Turek; Laband, Bauer, Eckel, Posipal, Mai, Klodt, Morlock, Fritz Walter, Ottmar Walter e Schäfer. Téc: Sepp HerbergerTurquia: Sükrü; Ridvan, Basri, Naci, Cetin, Rober, Erol, Mustafa, Necmettin, Coskun e Lefter. Téc: PuppoGols: Ottmar Walter, aos 7', Schäfer, aos 12', Mustafa, aos 21' e Morlock, aos 30', do primeiro tempo; Morlock, aos 15'e aos 32', Fritz Walter, aos 17', Schäfer, aos 34', e Lefter, aos 37'do segundo tempo• Quartas-de-finalAlemanha 2 x 0 IugosláviaData: 27/06/1954Local: Estádio Servette (Genebra) Público: 19.000Árbitro: Istvan Zsolt (Hungria) Alemanha: Turek; Laband, Kohlmeyer, Eckel, Liebrich, Mai, Rahn, Morlock, Fritz Walter, Ottmar Walter e Schäfer. Téc: Sepp HerbergerIugoslávia: Beara; Stankovic, Crnkovic, Tchajkovski I, Horvat, Boskov, Milutinovic, Mitic, Vukas, Bobek e Zebec. Téc: TirnanicGols: Horvat (contra) aos 9' do primeiro tempo e Rahn, aos 40' do segundo tempo • SemifinaisAlemanha 6 x 1 ÁustriaData: 30/06/1954Local: Estádio Bale (Basiléia) Público: 58.000Árbitro: Vincenzo Orlandini (Itália) Alemanha: Turek; Posipal, Kohlmeyer, Eckel, Liebrich, Mai, Rahn, Morlock, Fritz Walter, Ottmar Walter e Schäfer. Téc: Sepp HerbergerÁustria: Zeman; Hanappi, Schleger, Ocwirk, Happel, Koller, R.Körner, Wagner, Stojaspal, Probst e A.Körner.
Acervo/Gazeta Press
Téc: NauschGols: Schäfer, aos 31' do primeiro tempo; Morlock, aos 2', Probst, aos 6', Fritz Walter, aos 9'e aos 20' e Ottmar Walter, aos 16'e aos 44'do segundo tempo• FinalHungria 2 x 3 AlemanhaData: 04/07/1954Local: Estádio Wankdorff (Berna) Público: 63.800Árbitro: William Ling (Inglaterra) Hungria: Grosics; Buzansky, Lantos, Bozsik, Lorant, Zakarias, Toth, Kocsis, Hidegkuti, Puskas e Czibor. Téc: Guztav SebesAlemanha: Turek; Posipal, Kohlmeyer, Eckel, Liebrich, Mai, Rahn, Morlock, Fritz Walter, Ottmar Walter e Schäfer. Téc: Sepp HerbergerGols: Puskas, aos 5', Czibor, aos 8', Morlock, aos 10' e Rahn, aos 18' do primeiro tempo; Rahn aos 39'do segundo tempo
Suiça - 1954
DESTAQUESO artilheiro: Sándor Kocsis (Hungria)
Acervo/Gazeta Press
Kocsis nasceu em 1929 e foi um dos grandes cabeceadores do mundo. Quando ele subia, muitas defesas tremiam e os torcedores já esboçavam comemorar o gol. Presença marcante na área, o jogador fez parte do Honved, time que dominou o futebol húngaro entre 50 e 56, sendo a base para a seleção que foi campeã olímpica em 52 e o vice-mundial em 54, sendo o artilheiro da competição com 11 gols.Assim como seus companheiros de clube, fugiu da Hungria em 56, por causa dos problemas políticos que tomavam conta do país, com a entrada do socialismo e o início da Guerra Fria. Foi contratado pelo Barcelona, onde ficou até o encerramento de sua carreira. Ficou na Espanha após pendurar suas chuteiras e morreu em 1979. O destaque: Ferenc Puskas (Hungria)O maior ícone do futebol húngaro nasceu em 2 de abril de 1927. Sua carreira começou no pequeno Kispet, onde se destacou com os seus petardos com a canhota, logo aos 10 anos. Seis anos depois, o time passou para a primeira divisão e chamou a atenção dos dirigentes do Honved, montado pelo vice-diretor do Comitê de Esportes, Gusztav Sebes, sendo contratado aos 19 anos. Foi o comandante da equipe, que tinha a base da seleção húngara com Kocsis, Czibor, Szusza e Bozsik. No Honved, levantou diversos títulos e foi o principal jogador do mundo no início dos anos 50. Mesmo não atuando em duas partidas da Copa de 54, foi eleito o melhor atleta do torneio. Depois disso teve uma passagem destacada pelo Real Madrid, quando atuou ao lado do argentino Di Stéfano, do brasileiro Didi e do espanhol Gento. A máquina espanhola conquistou três vezes a Copa dos Campeões, cinco títulos espanhóis e um Mundial Interclubes.Ao longo de toda sua carreira marcou mais de mil gols e é considerado um dos maiores artilheiros de todos os tempos. Só na seleção da Hungria, teve uma média espetacular de mais de um gol por jogos. Em 84 partidas, ele deixou sua marca por 85 vezes. Um feito que poucos atletas no mundo do futebol conseguiram igualar.Curiosidades- Pela primeira vez, um técnico de uma das seleções participantes da Copa do Mundo pediu demissão durante a competição. O escocês Andy Batle não gostou das normas que impuseram sua delegação, que tinha apenas 13 jogadores por motivos de superstição e economia de gastos. Parece que o técnico tinha razão, já que os britânicos perderam seus dois jogos. Na estréia levou de 1 a 0 da Áustria e se despediram com um melancólico 7 a 0 diante do Uruguai.- Uma decisão insólita classificou os turcos para sua primeira Copa do Mundo. O seu adversário no caminho para a Suíça era a Espanha. No primeiro jogo, o time levou de 4 a 1 dos ibéricos. No confronto de volta, foi a vez dos turcos faturarem por 1 a 0. Como não havia o critério de desempate por saldo de gols, foi jogada uma terceira partida, que terminou empatada em 2 a 2. Com isso, a 16ª vaga foi decidida no sorteio e os turcos levaram a melhor. Franco Gemma, o menino que puxou a bolinha da Turquia, foi adotado como mascote da equipe, sendo levado para a Suíça.- O medo da delegação brasileira em enfrentar a Hungria nas quartas-de-final era tanta que um jogador, sujo nome não foi revelado, acabou tentando de tudo para fugir do jogo. Nas vésperas da partida, ele comeu pasta de dente para ter uma disenteria e não ser obrigado a enfrentar os fortes húngaros.- A Hungria entrou para história do Estádio de Wembley. O time impôs uma das maiores goleadas sobre a Inglaterra no seu tradicional estádio. A equipe massacrou os ingleses por 6 a 3, em um jogo desafio marcado pelo presidente da Federação Inglesa, Stanley Rous. Inconformados, foi marcado outro duelo, desta vez em Budapeste, capital húngara. Foi pior para os ingleses que engoliram 7 a 1 dos húngaros.- Os sul-coreanos estrearam na Copa de forma mambembe. Ninguém da delegação sabia falar inglês ou qualquer outro idioma, sem ser o coreano, e por isso muitas vezes, os atletas tinham que ser conduzidos ao seu hotel por policiais. Na competição, a história não foi muito diferente. O time levou 16 gols em dois jogos e despediu-se com a pior campanha do torneio.
Suiça - 1954
NÚMEROSTodos os resultados• Primeira faseGrupo 116/6 - Iugoslávia 1 x 0 França 16/6 - Brasil 5 x 0 México19/6 - França 3 x 2 México 19/6 - Brasil 1 x 1 IugosláviaBrasil e Iugoslávia classificadosGrupo 217/6 - Hungria 9 x 0 Coréia do Sul17/6 - Alemanha Ocidental 4 x 1 Turquia20/6 - Hungria 8 x 3 Alemanha Ocidental20/6 - Turquia 7 x 0 Coréia do Sul23/6 - Alemanha 7 x 2 Turquia Hungria e Alemanha classificadosGrupo 316/6 - Áustria 1 x 0 Escócia16/6 - Uruguai 2 x 0 Tchecoslováquia19/6 - Áustria 5 x 0 Tchecoslováquia19/6 - Uruguai 7 x 0 EscóciaUruguai e Áustria classificados
Acervo/Gazeta Press
Os donos da casa derrotaram a Itália na primeira fase.
Grupo 417/6 - Inglaterra 4 x 4 Bélgica17/6 - Suíça 2 x 1 Itália20/6 - Inglaterra 2 x 0 Suíça20/6 - Itália 4 x 1 Bélgica Inglaterra e Itália classificados • Quartas-de-final26/6 - Áustria 7 x 5 Suíça26/6 - Uruguai 4 x 2 Inglaterra27/6 - Alemanha Ocidental 2 x 0 Iugoslávia27/6 - Brasil 2 x 4 Hungria• Semifinais30/6 - Alemanha Ocidental 6 x 1 Áustria30/6 - Hungria 2 x 2 Uruguai (na prorrogação: Hungria 2 x 0 Uruguai) • Disputa de terceiro lugar03/7 - Áustria 3 x 1 Uruguai• Final04/7 - Alemanha 3 x 2 HungriaClassificação final
Pos
País
Pontos
J
V
E
D
GP
GC
1°
Alemanha Ocidental
10
6
5
-
1
25
14
2°
Hungria
8
5
4
-
1
27
10
3°
Áustria
8
5
4
-
1
17
12
4°
Uruguai
6
5
3
-
2
16
9
5°
Suíça
4
4
2
-
2
11
11
6°
Brasil
3
3
1
1
1
8
5
7°
Inglaterra
3
3
1
1
1
8
3
8°
Iugoslávia
3
3
1
1
1
2
3
9°
França
2
2
1
-
1
3
11
10°
Turquia
2
3
1
-
2
10
7
11°
Itália
2
3
1
-
2
6
8
12°
Bélgica
1
2
-
1
1
5
8
13°
México
0
2
-
-
2
2
8
14°
Tchecoslováquia
0
2
-
-
2
-
7
15°
Escócia
0
2
-
-
2
-
8
16°
Coréia do Sul
0
2
-
-
2
-
16

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